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Suvaco Molhado!

  • 26 de jan. de 2016
  • 2 min de leitura

Foto: Correio Braziliense


E o carnaval está chegando. Época de escolher qual bloco vai curtir e qual fantasia irá usar. Claro que tem folião de todo tipo, os mais organizados já definiram por turno e dia do calendário todos os adereços que eles vão vestir, aqueles mais debochados se resolvem na hora. Olham para os lados e qualquer objeto (até talheres em cima de uma mesa) já pode ajudar a compor aquilo que seu imaginário permitir. Obviamente me encaixo nesses escrachados e na folia do final de semana não foi diferente.


Em homenagem às crianças vou de boné giratório para o aclamado Suvaco da Asa. Só que as coisas neste carnaval estão complicadas, o local tradicional de saída do bloco, entre o Cruzeiro e o Sudoeste encrustado bem ali no que poderíamos chamar literalmente de Suvaco da Asa Sul não é mais o celeiro deste bloco que, de carnaval em carnaval, aprendemos a amar. Durante o ano não passo por ali, pois moro na outra extremidade da cidade. Então antes de chegar ao recém-remanejado Suvaco Da Asa, que agora já poderia muito bem receber o apelido carinhoso de “bucho do avião” ou “barriga de pássaro”, fomos, eu e minha companheira, ao encontro do local tradicional, em frente ao Quiosque do Codorna, para matar a saudade e aproveitar para vivenciar que tipo de resistência poderia estar presente por lá.


Ao chegar, às 18:30h, nos deparamos com o movimento típico de concentração de carnaval com cerca de uma centena de foliões. Soubemos depois por uma foliona que ainda estava lá, que no auge, às 16:00h, um trio elétrico atraiu gente suficiente para preencher todo o estacionamento. Depois de polêmicas geradas pela troca de local, o que parece é que na prática o carnaval saiu ganhando, pois se tinha um bloco agora são dois. Próxima parada: Suvaco da Asa!


Fomos à Funarte e ficamos impressionados com o que vimos! A maioria das pessoas estavam sujas até os joelhos. Todos os sapatos da mesma cor. Todas as pernas da mesma cor. Algumas pessoas estavam sujas até as orelhas. Divertiam-se pulando na lama sem maiores preocupações.


Não vi brigas nem confusão, só vi muita gente se divertindo e achei isso muito bom. Senti falta do asfalto, mas quando olhei para meus sapatos, me deixei levar. Afinal, suvaco molhado é sinal de que a festa tá boa! De acordo com a Polícia Militar, o Suvaco da Asa atraiu mais de 50 mil foliões numa festa enlameada de calor e diversão.


A festa começou às 10h da manhã, com programação para a criançada, e junto ao Suvaquinho, estava o grupo Patubatê, Vivendo e Batucando e a Orquestra Camaleônica do Calango Careta, além de outros bloquinhos infantis. À tarde, a programação ficou por conta da orquestra brasiliense de frevo, maracatu e ritmos regionais Marafreboi, seguido, já no palco, por Martinha do Coco e Emília Monteiro. Apesar dos imprevistos climáticos, a festa não deixou a desejar e quem estava lá de coração aberto para curtir o evento, não teve do que reclamar!


A equipe do Brasília Carnavaliá parabeniza a organização Suvaqueira e já confirma presença na festa de 2017!


E vamos continuar carnavalizando Brasília, pois esse foi só o começo!


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